Arquivo da categoria ‘A resposta da questão’

Morte, o grande momento da vida

Abril 18, 2008
Hazel: Posso fazer uma pergunta boba?
Morte: Claro, manda.
Hazel: É mais de uma pergunta. Olha… hã… Por que a gente sofre? Por que morremos? Por que a vida não é sempre boa? Por que não é justa?
Morte: Essas não são perguntas idiotas, Hazel. Para algumas pessoas, são as únicas que importam.
Hazel: Significa que não vai responder?
Morte: Claro que vou. Mas é um assunto muito amplo, e há várias respostas. E as respostas não significam nada… Não são perguntas idiotas, mas é como perguntar: ‘Quando é roxo?’ ou ‘Por que a quinta-feira?’, se é que me entende…
Hazel: Não muito.
Morte: Bem. Acho que, em parte, tem a ver com contrastes. Luz e Sombra. Se você nunca viver dias ruins, como vai saber se viveu dias bons?
Morte: Mas em parte é só o seguinte: Se você vai ser humano, tem um monte de coisas que vem junto. Olhos, coração, dias e vida.
Morte: Mas são os momentos que iluminam tudo. As vezes que você nem percebe quando está vivendo… É isso que faz o resto ser importante.”
Neil Gaiman

La buena educación

Fevereiro 12, 2008

Talvez, se dissessem mais “bom-dia”, russos e americanos tivessem se entendido melhor.

Talvez, se pedissem licença, a história das Colonizações fosse outra.

Talvez, se pedir desculpas não fosse tão difícil, alguns países não se odiassem.

Talvez, se tivessem perguntado a muitos ditadores se estavam bem, houvessem menos feridas no mundo.

Talvez, se houvesse mais cortesia, a humanidade fosse mais humana.

Mungazé – Cabruêra

Dezembro 16, 2007

A perseguição dos desejos é algo interminável
Pois a única lei fixa no universo é o movimento.
Fatores externos exercem coerção sobre o ser,
Mas jamais tente mobiliar vosso espírito com concreto.
Pois o concreto, em contato com as barras de ferro retorcidas
da estrutura de nossos aleijos educacionais,
chegará a um momento do tempo
em que não haverá mais tempo para removê-los.
O reflexo da lua no lago é a própria lua?
Rasguemos o Véu de Maya.
Grandiosa é a herança que Pandora nos deixou.
Imaginar não dá dor de cabeça.

luz no fim do túnel

Dezembro 13, 2007
[esse conto saiu originalmente no zine-de-um-número-só Cheiro de Nada, no meio do ano, mas eu resolvi pôr aqui porque acho muito legal e feliz =) ]

Um dia, tomou uma decisão. Parou de reclamar da vida e de si mesmo, guardou todos os seus sonhos numa sacola de supermercado, trancou-se no quarto e se dedicou a procurar a luz no fim do túnel. Afinal, pensava, já era tempo de acharem a danada.

Primeiro, apagou todas as luzes, que é pra do fim do túnel não passar despercebida. Então saiu à cata, remexendo pessoas e papéis, prometendo só para quando a encontrasse.

Procurou primeiro junto aos grandes teóricos: consultou ensaios, análises, dissertações. Mas logo se decepcionou. Só encontrava teorias.

Então procurou junto aos artistas. Leu livros, viu filmes, ouviu canções e dialogou com idéias. Ficou um pouco mais animado, encontrou a esperança e a liberdade. Mas não era suficiente ainda- a esperança só faz sentido se houver algo a esperar e a liberdade não era mais que um instrumento. Aquestão não era bem essa ainda. Descobriu que o povo precisa de pão, além de poesia.

Decidiu partir para algo mais prático e foi atrás dos economistas. No início, se perdeu um pouco naquela sinalização confusa, cheia de setas, diagramas e indicadores econômicos; mas logo encontrou o que procurava. Ficou impressionado com a organização e objetividade dos dados: IDH em tantos pontos, renda média tal, felicidade a tal preço. Pensou que havia encontrado na Economia a luz do fim do túnel, porém, se viu novamente frustrado. Leu nos dados que túnel era furada, o setor de construção civil estava numa recessão brava. Luz, então, nem se fala: toda nas mãos das companhias estrangeiras, não dava nem pra chegar perto. Aprendeu que luz o fim do túnel é investimento arriscado, inviável com a queda do dólar.

Apesar disso, continuou procurando em todos os lugares, porém sem sucesso.

Tentou a religião, mas teve que fugir de um tiroteio entre fanáticos.
Tentou a oração silenciosa, mas desistiu quando percebeu o quão surpreso ficaria se recebesse uma resposta.

Tentou a política, mas só encontrou expectativas.

Tentou os bares, mas só encontrou desilusão.

Tentou até em si mesmo, mas assutava-o a metáfora que via no espelho.

E, da tal luz, nem fagulha. Até que, de repente, encontrou não a luz, mas o motivo por que não a encontrara. Estivera todo esse tempo trancado no quarto, pensando e pensando sozinho, com todas as luzes apagadas.

E se, pensou, fitando a porta, a luz estiver do lado de lá?

Foi quando tirou os sonhos do saco, saiu do quarto e viu o mundo se estendendo todo lá fora (grande que dava medo)- e lá, num cantinho, a luz do fim do túnel. Ele não conseguira encontrá-la porque deixara a porta fechada.

Dezembro 12, 2007

A salvação do homem é apolítica!
(apocalíptica)
Mas até lá ainda há muito Congresso a percorrer
Democracia a lutar
Anarquia a defender
a salvação ainda está longe
(looonge!)

O homem precisa aprender que só o coletivo faz sentido
Pois quando um homem se afirma ser em outro ser
Ele não é mais um só
E a dois não há solidão
A três não há paz
A cinco não há medo
E muitos…
Dos muitos é a luz que clareia as noites de insônia

Dezembro 11, 2007

Já pensou como seria engraçado se, na verdade, a solução de todos os problemas estivesse num clichê?

Dezembro 10, 2007

Não desejo a tempestade,
só a beleza do céu nublado

“Sorria, meu bem, sorria!”

Dezembro 8, 2007

Três da tarde, a música antiga enchendo a tarde morosa na 13 de maio.
E eu, sem perceber, fui deixando o sorriso aflorar nos lábios, devagar.

Outubro 28, 2007

Publicidade por aí…

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Coming back, again

Outubro 14, 2007

É, eu tinha deixado o blog de lado, por motivos complexos que envolvem desde preguiça a filosofia aguda. Mas isso não interessa. Uma coisa que se aprende na Comunicação (e com alguns novos amigos) é que as idéias devem, sim, ser transmitidas. É nossa responsabilidade, como pessoas, exibir nossas opiniões e conceitos do mundo- nem que só para descobrirmos que estão errados. A falta de diálogo leva à  ignorância, à intolerância. Ficar no seu cantinho resmungando não resolve nada, assim como não resolve quebrar instalações públicas. O caminho são as idéias, os motivos de cada um. Precisamos entender os porquês para descobrirmos o que anda errado.
Esse, por exemplo, é o meu porquê de continuar escrevendo, apesar do desânimo. Só quero mostrar meu mundo para você, nesse momento, nesse estado de espírito e com essa trilha sonora- e assim, quem sabe, eu consiga expandir o seu.