Nem sei

By Márcio

Ontem tava arrumando o quarto, desencavando gavetas e tirando o pó das memórias. Muita coisa do Evolutivo, muita coisa do CEFET. Meu primeiro conto, de 8 páginas, sobre um dragão. Cartas antigas. Textos que nem parece que eu escrevi. Um diário que não resistiu a minha indisciplina (de rotina e de sentimento).

Arrumar o quarto é uma coisa em si tão simbolizável e metafórica e já se falou tanto sobre isso que não me ocorre nada mais a dizer. Só que me livrei de uma caixa cheia de papel e isso não pesou nem elevou nada em mim. Foi mais como transladar os ossos de velhas lembranças. Mas chamou a atenção a asa de borboleta jogada num canto do quarto, sobre a sujeira. Me pergunto se a dona simplesmente a perdeu por lá ou se era mesmo um pedaço de uma lembrança qualquer que me escapou da cabeça no redemoinho de papel. Seja como for, foi para o lixo, com a poeira. Espero que me desculpe um dia.

Uma resposta para “Nem sei”

  1. tiago amora Disse:

    tu num achou aquele zine dos escrotos nem a flecha de fogo não né?
    pq se tiver achado,esppero que tenha ido junto pra lixeira
    com a asinha da borboleta

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