Ontem tava arrumando o quarto, desencavando gavetas e tirando o pó das memórias. Muita coisa do Evolutivo, muita coisa do CEFET. Meu primeiro conto, de 8 páginas, sobre um dragão. Cartas antigas. Textos que nem parece que eu escrevi. Um diário que não resistiu a minha indisciplina (de rotina e de sentimento).
Arrumar o quarto é uma coisa em si tão simbolizável e metafórica e já se falou tanto sobre isso que não me ocorre nada mais a dizer. Só que me livrei de uma caixa cheia de papel e isso não pesou nem elevou nada em mim. Foi mais como transladar os ossos de velhas lembranças. Mas chamou a atenção a asa de borboleta jogada num canto do quarto, sobre a sujeira. Me pergunto se a dona simplesmente a perdeu por lá ou se era mesmo um pedaço de uma lembrança qualquer que me escapou da cabeça no redemoinho de papel. Seja como for, foi para o lixo, com a poeira. Espero que me desculpe um dia.
Janeiro 24, 2008 às 6:37 am
tu num achou aquele zine dos escrotos nem a flecha de fogo não né?
pq se tiver achado,esppero que tenha ido junto pra lixeira
com a asinha da borboleta