Posts de Julho, 2007

Julho 31, 2007

Descobri hoje a origem do nome da rua da minha avó, aqui no Aracati. Carolina Pereira dos Santos era tia do meu avô e ficou famosa por viver até os cento e dez anos. Depois de sua morte, resolveram homenageá-la.

Acho que alguém que vive cento e dez anos e depois se descobre imortalizada como uma via pública deve se sentir meio sacaneado…

Antenas

Julho 29, 2007

torre de babel

Eu as vejo, entremeadas à paisagem, encravada nos montes. Vejo como tentam alcançar o céu. Nos sinais emitidos por elas ao espaço, há a realização da torre de Babel.

No fim, eles conseguiram.

Faz um tempão…

Julho 29, 2007

São 18:14h de Domingo e eu tenho uma gloriosa conexão a rádio. Estou no Aracati, terra de meus ancestrais e de minhas vovós- a cidade encantada onde a Jarra de Suco de Caju nunca seca e não existe o desumano suplício de Lavar Louça, além de ter o melhor sorvete de um real da galáxia.

Andei meio fora do ar, primeiro por causa do Seminário Cabeças de Papel, que aconteceu entre 17 e 21 de julho e depois por pura preguiça. Mas agora já tá passando. Em agosto sai um zine novo, o Cheiro de Nada, e, espero, o blog volta a andar. Vou tentar superar minha inaptidão crônica em lidar com duas mídias ao mesmo tempo.

Issaí. Férias.

Julho 29, 2007

“eu só queria que você me coisasse
e que depois você me lalaiá laiá
não tão depois a gente se interligasse
aiai aiai”
(Parafusa – Zamba) 

adoro essa letra.
pessoas legais acontecendo desse lado do muro.

Jupiter Jazz

Julho 13, 2007

(uma declaração de amor astronômica)

Somos qualquer coisa que nasce, vasta e incontida. Informe como rios de lava, enorme como a luz do poente. Queimamos um no outro no toque da pele em brasa, na fusão de núcleos de um beijo. Abraçados, comprimidos. Tentamos ser um só, esvaindo pelos poros em partículas invisíveis.

Ardemos com a energia dos que emergem a liberdade sabendo que há de vir a morte, num clarão vermelho. Podemos viver um dia ou séculos sem conta, podemos moldar o tempo e engolir o espaço- não escaparemos, porém, ao colapso.

Mas nem a morte pode nos deter! Nosso brilho de mil sóis permanecerá, se perdendo no infinito, nos fazendo vivos (ainda que gélidos), contando nossa história aos mundos. Que um dia amamos e ardemos e brilhamos, nos consumimos em nossa própria chama. Que de nossa poeira surgirá a vida e carregamos em nós toda a existência. Nós somos a eternidade pulsante.

Somos estrela.

Dicas de Vestibular

Julho 13, 2007

 

Remexendo em papéis velhos (eles parecem constituir ao menos um terço do meu quarto), encontrei essa breve compilação de dicas para o vestibular, que fiz com o Povo de Lá.
Sabe quando você vai fazer uma prova sabendo só o assunto, sem estudar nada e nem ter a mínima noção do que escrever? Essas são algumas respostas genéricas a serem usados em caso de emergência extrema- funcionam 42,78% das vezes. Agora, na dúvida mesmo, é sempre melhor marcar c).

Matemática: de polinômios a geometria analítica, vai no Teorema de Pitágoras. Sempre funciona.

Química: regra de três. Se for química orgânica, o composto é provavelmente um álcool.

Inglês: “yes, I do” (nisso de resposta genérica, norte-americanos são campeões). Em caso de conjunção, that, that e that. Não seja um loser.

Português: se for caso de oração, ela será coordenada. Não se limite na hora de criar sua própria classificação: temporal, modal, bilateral e assim por diante. Lembre-se: “que” é pronome relativo.

Física: iguale a zero. Se houver vários dados, some alguns, divida aqui e ali e iguale. Mesmo se não der certo, sempre há a possibilidade de se inventar a nova fórmula do tempo de secamento da roupa no varal (sim, existe fórmula para isso) e impressionar os avaliadores.

Geografia: em questões sobre meio-ambiente, a resposta será, invariavelmente, “erosão e desmatamento.” Esse foi testado.

Biologia e História: decore. Aliás, faça isso com as outras também. Dizem que decorar matéria na madrugada anterior à prova é muito proveitoso.

I’m talkin’ about freedom!

Julho 4, 2007

Fim do semestre! Passei em Economia por milagre, não passei em Sociologia ainda, mas não há nada que se possa fazer além de esperar a nota final. Ou seja, acabou o tempo de bicho, o stress com trabalhos, as preocupações em geral. Acabaram coisas bacanas também, como as aulas do Riverson (de Informática) e do Gilmar (de Introdução à Comunicação)- deles levo muitos conhecimentos, lembranças e, do último, um chaveiro, presente por ter obtido dez no trabalho final.
No fim, as coisas boas predominam. Apesar de ter passado uns dois dias ruim do estômago (parecia que tinha fundo de rio na barriga), atravessado uma crise alérgica e ter suportado uma espinha particularmente sádica nas costas, o mundo é bonito e luminoso. A crise da aviação é bonita e luminosa, a liseira é bonita e luminosa, a crise ética da imprensa é bonita e risível.

Eu nunca havia entendido porque férias, afinal, são tão legais. Mas é porque eu nunca havia estudado de verdade.

Para passar o
tempo…

(Porque o mundo é o molusco de sua escolha!)

Música
Nação Zumbi (Futura), Arnaldo Antunes (Qualquer), Orquestra Imperial (Carnaval só ano que vem…)/font>

Filmes

Fonte da Vida, Grande Truque, todos do Tim Burton

Livros

A chave do Tamanho (Monteiro Lobato), Na Prisão (Kazuichi Hanawa), As Veias Abertas da América Latina (Eduardo Galeano)