Posts de Junho, 2007

Junho 23, 2007

Transformar um mero fim-de-semana em três trabalhos de conclusão de semestre. Eis o verdadeiro milagre da multiplicação.

Junho 19, 2007


Antes que eu esqueça!

A Fernanda Meireles e o Bob estão com uma exposição de quadros e postais muito bacanas lá no Café Lua (em cima da Livraria Lua Nova, pertinho do Benfica). Vai de meio-dia a não sei que horas até o dia 30. E no fim, dá pra comprar um pacote com 15 postais dos dois (pena que o dia dos namorados já passou…).

Muito bom.

Cinza cor-de-rua

Junho 19, 2007

Não se pode andar na cidade

Que há olhos maldosos seguindo seus passos

Não se pode parar na cidade

Há ouvidos atentos aos freios do carro

Não há como sair de casa-

Há sombras a espreita pra lá do muro

Não se deve ficar em casa-

Mãos procuram as maçanetas no escuro

A cidade é um perigo,

É preciso todo cuidado.

Guardar-se sob o abrigo,

O silêncio por grade e teu medo, cadeado.

Junho 19, 2007

Roberto e a guerra psquica

A frase não é minha, só a montagem. Afinal, somos todos Aprendizes.

Junho 15, 2007

Hoje fiz um brainstorm para reunir os insights e ver como anda o feeling da equipe. Agora, enquanto tomo meu Ice Tea com muffins na hora do coffe break, tenho quase certeza:

Acordei no país errado.

Um filme no close pro fim…

Junho 15, 2007

extraído dos sites Sobre Música (artigo) e O Povo (informações adicionais)

los1

A última temporada do Los Hermanos antes de entrar no tal “recesso por tempo indeterminado” foi marcada pela alegria e complacência dos fãs, mais do que pela tristeza, revolta ou sentimento de perda. Parece que passada a ressaca que o comunicado oficial causou, os admiradores do grupo passaram a “confiar” nas reiteradas afirmações de que esse momento é apenas um “até logo” e não um “adeus” definitivo. Foram três apresentações que arrastaram cerca de 10 mil pessoas para a Fundição, se considerarmos que a capacidade do local é de 5 mil e que muita gente não se contentou em ver um dia apenas.

A mini-temporada foi uma grande celebração dos oito anos em que a banda passeou por grandes palcos. Afora o numeral desenhado na tampa do bumbo de Rodrigo Barba, não havia nenhuma citação à turnê do disco “4”. Foram shows especiais, com repertórios diferentes a cada dia, e que tiveram como cenário apenas a cortina atrás dos músicos. Camelo e Amarante comandaram a retrospectiva que recuperou momentos tão longínquos quanto a presença dos terninhos no figurino, as canções executadas sem a presença dos músicos de apoio e ainda preciosidades como “Onze dias”, “Azedume”, “Descoberta”, “Tenha dó” e “Lágrimas Sofridas”. Esta última estava tão distante no inconsciente do público que Camelo ficou algum tempo sozinho, na penumbra, conduzindo os acordes em contratempo até que a platéia se ligasse e entendesse do que se tratava. Ao mesmo tempo em que a visita ao repertório do primeiro disco incendiou os fãs, também serviu pra deixar mais claro porque a banda tinha tanta relutância em apresentá-lo recentemente. De fato, as composições e os arranjos do álbum lançado em 1999 estão muito distantes do resto. Das 55 músicas gravadas, 35 foram incluídas no set-list alternadamente. O grupo se esforçou pra manter o clima de festa e o que se viu foi uma preponderância das músicas com andamentos mais rápidos às baladas.

Isso gerou efeito direto na platéia. Nada de sentimentalismos. O máximo que se ouviu foi um grito, como os de estádios de futebol, no fim da terceira noite: “Ahhh, Los Hermanos vai voltar… Los Hermanos vai voltar…”. Estádio de futebol. Tá aí uma boa comparação para o que se tornou a Fundição (e todos os outros palcos por onde o grupo passou em mais de 500 apresentações). A torcida era uma só, empurrando o time. Amigos marcavam de se encontrar pra torcer juntos. Outros, mais solitários, iam sozinhos, mas rapidamente se abraçavam com quem estava do lado para cantar junto. O nome da banda parece sempre ter servido para definir seus fãs.

Tal qual muita gente – inclusive este que digita estas linhas – se ressente por não ter visto Renato Russo no palco, a saudade do que não se viu também há de se abater sobre uma nova geração que descobre, aos poucos, a obra dos Hermanos. Apesar dos fãs de sempre, era possível observar na Fundição muita gente que nunca ouviu uma fita-demo, nem tampouco tinha idade para ir a um show em 1999. A renovação do público já é visível. A consistência da obra dá a certeza de que o passar do tempo pode ser apenas um detalhe para a arte.

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Quando o assunto é Los Hermanos, falar em “intenção” é sempre meio caminho pra ser desmentido daqui a dois segundos. Mas o que se observou nesses shows foram que, além de se confraternizar e encerrar um ciclo junto de seu público, o grupo quis (?) mostrar que não havia brigas, nem desentendimentos graves, por trás da decisão tomada. Durante todo o tempo, Barba, Camelo e Amarante trocavam sorrisos cúmplices. Lógico que quando o assunto é sorriso, você pode excluir a sobriedade de Bruno Medina, sempre. Mas ainda assim, os quatro aparentavam estar com as pendengas internas bem solucionadas e tranqüilos sobre a decisão tomada.

E é isso. O último disco da banda já tinha avisado, a quem quisesse ouvir, qual seria o próximo momento deles. “E agora o amanhã, cadê?”, perguntava Camelo em “Dois barcos”, música cujo título era a melhor metáfora para definir o que o grupo vivia artisticamente. Amarante respondia que “se a gente já não sabe mais rir um do outro, meu bem, então o que resta é chorar. E talvez, se tem que durar, ver renascido o amor, bento de lágrimas”. É esperar pra ver. Só resta a certeza de que foi bonito pacas enquanto durou.

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O que acontece agora?

Bruno Medina estréia o blog Instante Posterior, no G1. Marcelo Camelo participa do acústico Sandy e Júnior (é verdade, sim; ele vai produzir!). Rodrigo Amarante, que também é membro da Orquestra Imperial, prepara-se para lançar disco em breve do grupo.

Los2

Aponta p’ra fé e rema…

Junho 12, 2007

Para fazer da vida um suplício mais bacana!

Música: Kassin +2 (Futurismo), Mombojó (Homem-Espuma), Paralamas do Sucesso (Hoje)

Livros: O Guia do Mochileiro das Galáxias (os cinco), Douglas Adams

Filmes: O Labirinto do Fauno, Piratas do Caribe- No Fim do Mundo (hoje e sempre!)

Junho 12, 2007

Todos os dias ele chegava na mesma hora. Sempre antes do pôr-do-sol, que era para o verem juntos. Com um buquê de rosas vermelhas e um sorriso, vinha bater-lhe a porta. Juntavam cadeiras na varanda e assistiam ao crepúsculo quietos, sentindo o calor das mãos um do outro, a presença boa que recindia levemente a cravo. Quando o sol sumia, ela fechava os olhos esperando pelo beijo que sempre vinha, manso e doce.
Era seu casamento silencioso.
Até que um dia ele não apareceu. Nem no dia seguinte, nem no outro. O sol não mais se punha. Não havia flores novas no vaso da sala.
Por muito tempo ela chorou enquanto o entardecer tingia de negro o céu, ao lado de uma cadeira vazia.
Um dia, sem se explicar porque, foi à uma floricultura. Escolheu um vistoso arranjo vermelho e o enviou a si mesma com um cartão em branco. Voltou para casa e esperou, esperou. Tomou banho, perfumou-se, escolheu um bonito vestido branco e, já tardezinha, foi receber um florista sem sorriso que lhe entregou um buquê menor do que o que ela comprara e um cartãozinho que continha toda a dor do mundo.
Sozinha, sentou na cadeira de sempre, ao lado da ausência de sempre, e jogou as rosas de lado. Lá longe, o sol se perdia num céu de sangue e ouro. Choraria o sol? Ela chorava. Sentiu o gosto salgado na boca e mordeu os lábios com mais força. As flores, vermelhas e mortas, lhe pareciam também sangrar, como feridas abertas. Ela sentia-se se esvaido por algum corte invisível.
Olhou as flores longamente e com tristeza. Pôs-se a comê-las devagar, pétala por pétala.
Era sua morte silenciosa.
(“Silêncios”)

Ready? Go!

Junho 10, 2007

Começando de novo…

Achei que nem tinha mais jeito pra isso de blog: a preocupação com atualizações (que eu não tinha), a atenção para com os leitores (que eu não tinha), a criatividade (tá, vai. Isso até tinha um pouco)…

O outro blog ainda está lá, no mesmo lugar, parado a um tempão. Mas agora é hora de fazer uma coisa nova. Botar pra fora tudo o que aprendi, tudo o que eu finjo que sei, tudo o que não tenho idéia do que seja. Feito Drummond, eu tenho que escrever ou corro o risco de explodir.